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Restaurações dentárias: os materiais, o procedimento e quanto tempo duram.

A restauração — vulgarmente conhecida como obturação ou «chumbo» — é o tratamento dentário mais comum que existe: a reparação do dia a dia que impede que uma pequena cárie se transforme num grande problema. O procedimento é rápido e de rotina, mas há escolhas reais quanto ao material, e uma restauração feita cedo é muito mais simples do que esperar até o dente necessitar de uma coroa ou de uma desvitalização. Eis um guia honesto e sem jargão.

Para que serve uma restauração

Uma restauração repara um dente danificado por cárie (ou por uma fratura ou desgaste), removendo a parte afetada e substituindo-a por um material que devolve ao dente a sua forma e função. Sela a zona para que as bactérias não voltem a entrar. O essencial é que as restaurações mantêm o tratamento pequeno: uma cárie detetada e tratada cedo fica-se por uma restauração, ao passo que uma cárie deixada a progredir pode atingir o nervo e exigir, em vez disso, uma desvitalização e uma coroa.

Quando um dente necessita de uma restauração

Uma restauração é necessária quando a cárie já formou uma cavidade real no dente — não na fase inicial de «mancha branca», que por vezes pode ser remineralizada com flúor, mas quando existe efetivamente um orifício. As restaurações também reparam pequenas fraturas e zonas desgastadas, e substituem restaurações antigas que racharam ou começaram a infiltrar nas margens. O médico dentista confirma-o através da observação e de radiografias. Um dente que está apenas em vigilância ainda não precisa de ser restaurado — a medicina dentária honesta trata cáries, não sombras.

Os materiais de restauração

A escolha habitual hoje em dia é o compósito (resina da cor do dente) — aderido ao dente, de aspeto natural e conservador, adequado tanto para dentes anteriores como posteriores. As restaurações em amálgama (prateadas) são muito duradouras e económicas, mas escuras, e atualmente menos usadas por razões estéticas. O ionómero de vidro liberta flúor e é frequentemente usado em crianças ou em superfícies que não suportam a mastigação. Para cavidades maiores, onde uma restauração convencional seria frágil, um inlay ou onlay (uma restauração feita em laboratório) é mais resistente — o passo intermédio entre a restauração e a coroa.

Como é feita uma restauração

Sob anestesia local (exceto nas cavidades mais superficiais), o médico dentista remove a parte cariada do dente, limpa a cavidade e coloca a restauração. Uma restauração em compósito é construída por camadas e endurecida com luz, sendo depois moldada e polida para que a mordida fique correta. Tudo isto demora, em regra, uma consulta curta. Alguma sensibilidade durante alguns dias é normal; a oclusão é verificada para garantir que a restauração não fica alta.

Quanto tempo duram as restaurações

As restaurações em compósito duram tipicamente cerca de 5–10 anos, e as de amálgama frequentemente mais, embora dependa do tamanho da restauração, da sua localização, da mordida e da higiene. As restaurações não duram para sempre — acabam por se desgastar ou as margens infiltram, deixando a cárie regressar, razão pela qual as consultas de controlo avaliam as restaurações existentes. Uma boa higiene, limitar os snacks açucarados e usar uma goteira noturna em caso de bruxismo prolongam a vida de uma restauração.

Perguntas frequentes

Quando é que um dente necessita de uma restauração?

Quando a cárie já formou uma cavidade real (um orifício) no dente. A fase inicial de mancha branca pode por vezes ser revertida com flúor, mas uma cavidade genuína precisa de ser limpa e restaurada antes de progredir em direção ao nervo. As restaurações também reparam pequenas fraturas e substituem restaurações antigas com infiltrações.

Qual é o melhor material de restauração?

Na maioria das situações, o compósito (resina da cor do dente) é a escolha habitual — de aspeto natural, aderido ao dente e conservador. A amálgama é muito duradoura, mas escura. Para cavidades grandes, um inlay ou onlay é mais resistente do que uma restauração convencional. A melhor opção depende do tamanho e da posição da cavidade, que adequamos a cada dente.

Quanto tempo duram as restaurações?

As restaurações em compósito duram tipicamente cerca de 5–10 anos, e as de amálgama frequentemente mais, consoante o tamanho, a posição, a mordida e a higiene. Não duram para sempre — as margens acabam por se desgastar ou infiltrar —, pelo que as consultas de controlo avaliam as restaurações existentes. Uma boa higiene e uma goteira noturna, em caso de bruxismo, ajudam a prolongá-las.

Fazer uma restauração dói?

É feita sob anestesia local em todos os casos, exceto nas cavidades mais superficiais, pelo que não é dolorosa no momento. Alguma sensibilidade durante alguns dias é normal. Uma restauração pequena, feita cedo, é mais rápida e confortável do que esperar até o dente necessitar de uma desvitalização.

Não substitui o aconselhamento profissional. Este artigo contém informação geral para o paciente, não constituindo um diagnóstico ou plano de tratamento. Consulte sempre um médico dentista qualificado sobre a sua situação específica.

Referências e fontes

Ilustrações © Tantalya Dental Clinic — diagramas originais criados para este artigo. O conteúdo educativo baseia-se em informações de saúde de domínio público da U.S. National Library of Medicine (MedlinePlus). Sem afiliação ou aprovação de terceiros.

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